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quinta-feira, 30 de julho de 2009

GP Brasil, emoção para todas as raças

É verdade que todo e qualquer turfista que se preza fica ansioso com a proximidade de um grande evento de turfe, mas o Grande Prêmio Brasil sempre provoca muito mais emoção. Pode ser por conta do nome da prova, com referência ao nosso país; ou também pela idade da carreira, que desde 1933 encanta gerações e gerações de amantes dos cavalos de corrida; que seja, o importante é que descobri, entre os meus bate papos com os cavalos, que eles também agem de forma diferenciada na primeira semana de agosto.

“Fico extremamente feliz em iniciar minha campanha na raia no páreo que abre a festa máxima carioca. Meu pai, o argentino Potri Road, venceu o Brasil de 2002, então essa prova faz parte da história da minha família. Prometo dar o máximo de mim no 1º páreo de sexta-feira”, revelou a potranca Vera Nina.

Tentei falar com Requebra, sobre o GP Major Suckow (G1-1000mG) de sábado, mas foi Special Class quem me atendeu no Haras Santa Maria de Araras.

“Requebra está concentrada para o quilômetro internacional e estamos respeitando o desejo dela. Todos os competidores do GP Major Suckow sabem que ela é o diferencial do páreo, por isso todo mundo aqui do Araras, inclusive eu, torcemos para que ela entre de vez na história da carreira. Vou dar meu máximo na corrida, mas pretendo ajudar Requebra a se tornar bicampeã do Suckow. Ela é um exemplo a ser seguido por qualquer fêmea velocista”, resumiu a filha de Wild Event e Ivy League (Ghadeer), que sairá pela linha 1 e faz parelha com Requebra.

Estrela Anki não vê a hora de chegar o 7º páreo de sábado e competir no GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra – Taça Osaf (G1-2000mG).

“Corri abaixo do que sei em São Paulo, mas na Gávea sempre atuo melhor. Adorei a baliza 1, pois pela 2, ao lado, que obtive minha primeira vitória em Grupo 1 sobre Smile Jenny. Também fico feliz por ter o Jorge Leme novamente sobre meu dorso. Temos nos entendido muito bem durante os treinos. Meu maior receio é Ursula’s Home, que larga ao meu lado e é muito corredora”, falou a égua do Stud Estrela Energia.

Uncle Tom alinhará no 6º páreo do programa de domingo contra 14 adversários, sendo o único potro no campo do GP Presidente da República (G1-1600mG).

“Será um páreo e tanto para a minha carreira. Respeito todos os cavalos, que são mais experientes e com quem posso aprender muito, mas me sinto em fase espetacular e vale lembrar que no ano anterior, Snack Bar, um potro, quem levou a milha internacional. Espero repetir a façanha este ano com Tiago Josué Pereira sobre meu dorso.”

Logo após a milha internacional carioca, será a vez de 17 cavalos e uma égua alinharem para o Grande Prêmio Brasil 2009 (G1-2400mG). Conversei com Nuestro Hermano, cavalo que defende as cores do Stud JCM, coudelaria que venceu no ano passado a prova com Top Hat, hoje na reprodução.

“Vou estrear na Gávea motivado pela vitória de Top Hat em 2008. Quando comecei a treinar em Porto Feliz, eu e outros potros do João Macedo sempre tivemos como exemplos Quick Road e Top Hat. É uma honra ter sido escolhido para representar não só a farda do Stud JCM, mas também a história que os dois competidores traçaram nas pistas, pois Quick Road venceu o GP São Paulo (G1-2400mG) e Top Hat o GP Brasil (G1-2400mG).

Respeito nomes como Hot Six, Flymetothemoon, Time For Fun e, lógico, a bonita égua Smile Jenny, que espero ter mais contato, pois sempre achei sua pelagem linda (fala suspirando), mas irei dar o máximo na raia carioca. José Aparecido sabe como gosto de correr e há 3 anos que nós, paulistas, mandamos na festa carioca. Vou tentar o tetra!”, provoca Nuestro Hermano.

Como vocês podem ver leitores, eles também vivem intensamente o Brasil 2009 e espero encontrar todos na raia, durante o final de semana carioca.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

A Sangue Frio rouba a cena no domingo carioca

Amigos leitores, por estar acometida de gripe (que ainda bem não é a suina e muito mesmo equina, que ainda nem existe) assisti de casa o simulcasting Rio/São Paulo. Após Alegria de Pobre vencer a Prova Especial Jockey Club de Campos (1200mA), realizada no 6º páreo da reunião de domingo, no Hipódromo da Gávea, peguei o telefone para tentar falar com a égua campeã.

Sendo que estava desligado o telefone da mesma, então quando comecei a ligar para outros amigos/colegas de Alegria de Pobre, para localiza-la e lhe fazer algumas perguntas, eis que me vem a corrida de A Sangue Frio, o 7º do programa carioca.

Pessoal, não nego que fiquei de queixo caído, pois nunca vi um cavalo seguir ao pé da letra o seu nome. Então não tive dúvidas, conversei mesmo com o potro filho de Mastro Lorenzo e Gallatia (Sestero), de criação e propriedade do Stud Maggiore.

Quis saber dele como correu tão perfeitamente em sua primeira exibição, sim, pois era estreante.

“Obrigado pelo elogio, mas não fiz nada demais. Apenas estava bem preparado pela Claudinha Cury (treinadora) e o Tiago Josué Pereira também demonstrou confiança em me conduzir. Para mim, o trabalho em equipe que me proporcionou uma conquista logo na estreia”, resume o potro.

Indaguei sobre a vantagem que Jettie tinha na frente e como ele conseguiu não só alcançar, como ultrapassar o rival e ainda ter tempo para abrir vantagem. Foi quando A Sangue Frio realmente resolveu falar.

“Ok, o CERCA MÓVEL venceu! Vou contar o que houve. Era a minha corrida de estreia e eu estava nervoso. Larguei e fiquei meio bobo, vendo seis competidores ficarem na minha frente e eu sobrar para penúltimo. Sendo que quando o TJ conseguiu me ajustar, já estávamos na curva da variante.

Gostei de ter feito a curva e quando entrei na reta final, enfim acordei para a disputa. No começo, pouco me importava ganhar o páreo. Mas quando comecei a avançar pela linha 7, me senti bem. Parecia que os meus adversários tinham parado de correr, pois só eu atuava, foi quando escutei, mesmo de longe, Jettie comemorar antes do disco.

Ele falou algo do tipo:
‘quantos manés nesse páreo; assim fica fácil estrear com vitória’. Me senti mal também pelos outros competidores e fiquei muito chateado mesmo, para não dizer outro termo ofensivo.

Então, decidi ali que ele não ganharia. Tive muito sangue frio mesmo, pois eram quase 100 metros de vantagem que Jettie, potro de Bianca Garcia, tinha sobre mim. Mas não quis saber de conversa. Dei tudo de mim e não só o ultrapassei, como cruzei o disco com fáceis 2 ¼ corpos.

Sim, porque naquele momento não importava apenas ganhar. Eu tinha de vencer e com boa margem. E foi o que fiz!”


Leitores, não sei vocês, mas eu fiquei boquiaberta com a estória de A Sangue Frio e com certeza o nome dele não poderia ser outro.

Jujuy, desculpa!

Sim, antes que eu esqueça, recebi um telefonema de Jujuy, cavalo do Stud São José dos Bastiões que está de volta ao Brasil, após uma temporada em Maroñas, no Uruguai.

“Que é isso Karol, ficar falando no Orkut, na comunidade ‘Turfe Polêmica’ que estou feio e magro? Fala sério! Fiquei 48h dentro de um caminhão parado, na fronteira do Brasil. Só o fato de estar vivo já era para ser comemorado. Aguarde que agora que estou recebendo um merecido descanso no CT Vale do Marmelo e comendo pacas, logo você voltará a me ver bonitão”, falou o filho de First American e Endagada (Right Off), criado pelo Haras Santa Amélia.

Peço perdão a Jujuy aqui no CERCA MÓVEL, mas quero dizer que apenas o achei feio no site Brasil Turfe, do meu colega Roberto Micka. Porém, assim como diversos turfistas, torço para que logo ele volte a ficar ‘bonitão’ e, o principal de tudo, correndo tudo o que sabe.

Abraços em todos e até a próxima semana, faltando apenas uma para o Grande Prêmio Brasil.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Cavalos torcem por Ricardinho

A declaração do jóquei Jorge Ricardo frente à imprensa argentina na última segunda-feira não mobilizou apenas os humanos turfistas, mas principalmente os equinos, que sempre estiveram presentes na vida do profissional das rédeas.

Procurei conversar na terça-feira, pós-afirmação de Ricardinho sobre o seu linfoma, com os vencedores da semana e também com um em especial, e fiquei emocionada de como os cavalos têm um carinho permanente pelo jóquei brasileiro, que mesmo da Argentina, continua com grande torcida brasileira.

“Nunca tive a oportunidade de ter Jorge Ricardo sobre o meu dorso, mas pude competir com ele. Ele sempre respeita qualquer corredor, seja favorito ou não. Porém, busca sempre vencer com o seu conduzido. É um exemplo de jóquei e tenho certeza que logo estará curado e de volta à raia”, resumiu Requebra, vencedora por mais um ano da preparatória do GP Major Suckow 2009 (G1-1000mG), sendo levada pela primeira vez por Dalto Duarte, e pronta para tentar o bi no quilômetro internacional carioca.

Assim como Requebra, quem obteve conquista na tarde de sábado, porém em São Paulo, foi Salve Ela, com quem falamos na última quarta-feira, já sabendo sobre a doença do nosso campeão Ricardinho.

“Eu só fico chateada por um motivo. Nasci na Argentina e poderia estar na minha terra natal, próxima de Ricardinho. Só vejo suas atuações pela televisão, mas tenho certeza que assim como eu, qualquer cavalo ou égua gostaria de ter Jorge Ricardo sobre o dorso”, declarou a potranca de 2 anos, filha de Pure Prize e Salve Salve (Lode), criada pelo Haras Santa Maria de Araras.

Rutini e Jeune-Turc, que fizeram excelente pega no fim de tarde de domingo no Hipódromo da Gávea, na preparatória do Grande Prêmio Brasil 2009 (G1-2400mG), expressaram mensagens de apoio a Jorge Ricardo nesse novo páreo complicadíssimo na vida do bridão.

“Ele sairá fácil dessa”, falou Rutini. “J. Ricardo é craque e surpreenderá a todos quando ganhar mais este páreo da sua vida”, disse Jeune-Turc.

Starman voltou a ganhar na última segunda uma prova nobre no Rio de Janeiro e aproveitou para agradecer a Ricardinho.

“A primeira vitória mais importante da minha campanha eu obtive sob o comando de J. Ricardo. Foi o Bento Gonçalves (G1-2400mA) de 2007, que pela primeira vez o bridão carioca também conseguia. Ganhei meu 2º Bento em 2008 e meu maior desejo é ter Jorge Ricardo novamente sobre o meu dorso para tentar meu tricampeonato no Cristal em novembro próximo. Estou pronto Ricardo, esperando por você”, solicita o filho de Trempolino e Sweet Mind (Baligh).

Além do meu amigo Starman, fiquei emocionada tamanha emoção promovida por Flymetothemoon ao dar o seguinte depoimento.

“Me sinto culpado por ter pisado em falso em março, durante a grande curva do GP Latinoamericano (G1-2000mG), e ter derrubado Jorge Ricardo, o que prejudicou o seu linfoma. Se eu pudesse voltar atrás, buscaria fazer tudo diferente. Mas não tive culpa no acidente, foi uma fatalidade. Jamais pensei em prejudicar J. Ricardo.

Não quero desmerecer Waldomiro Blandi, mas preferia ter perdido o GP São Paulo 2009 (G1-2400mG) em maio, a ter prejudicado o campeão Ricardinho, em março. Só posso te prometer uma coisa campeão, farei de tudo para vencer o Brasil 2009 e homenagea-lo com a conquista”
, relatou com lágrimas nos olhos o cavalo.

Antes de encerrar a coluna dessa semana, quero deixar claro para Flymetothemoon que acidentes na raia são fatalidades e o que houve em março, em São Paulo, não foi sua culpa. Jorge Ricardo é um campeão querido por todos, seja cavalo ou humano, e ganhará esse páreo facilmente. Torcida não lhe faltará!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Colorado Sam acerta o passo para a semana máxima carioca

A hora da verdade chegou para Colorado Sam, que aos 6 anos continua dando sinais claros de que mantém a forma e está pronto para mais um desafio internacional na milha carioca, em agosto próximo. O defensor do Stud Alvarenga venceu no último sábado no Hipódromo da Gávea e não poderia deixar de ser o nosso entrevistado da semana no CERCA MÓVEL.

O filho de Notation e Val-Paineira (Roba Fina), criado pelo Haras Santa Anita do Minuano, revelou para os nossos leitores o que ‘rolou’ no último GP Gervásio Seabra (G2-1600mG). Sendo que antes de começar a falar sobre a corrida, brincou com a editora deste blog.

“Queria saber se o CERCA MÓVEL iria esperar eu completar 10 anos para enfim me convidarem para ser entrevistado (relincha com certo deboche). Mas, antes tarde do que nunca! Obrigado pelo convite em me tornarem o personagem da semana.

Sobre a corrida, tudo correu nos conformes. Marcos Mazini acertou na forma que gosto de atuar. Me deixou mais quieto, junto aos paus, mas sem me desvencilhar dos ponteiros. Na reta final, só precisamos sair com cuidado de junto da cerca interna, buscar a linha 4, para sem percalços, atropelarmos tranquilos e dominarmos sem muita luta o então ponteiro Sugiro”
, resume.

Indaguei o castanho para saber como o mesmo se sente aos 6 anos de idade.

“Corpo de cavalo e saúde de um potro! É assim que me sinto. O mestre Guignoni sabe dosar bem nos treinamentos e isso faz com que eu consiga manter a forma, independente da idade. Não nego que é complicado disputar com corredores mais novos, pois estão cheios de estamina para queimar. Sendo que a idade trás experiência e isso faz com que eu consiga me sobressair sobre os outros.

Um exemplo simples, enquanto eles se matam de correr, em qualquer linha, gastando ao máximo suas reservas, eu procuro fazer justamente o contrário. Me preservo o máximo possível, gastando minhas reservas apenas para os metros finais.

Lógico que não posso deixa-los muito distantes, porquê se não fica difícil alcança-los depois. Largando de uma boa baliza, pegando logo à cerca interna e conseguindo manter brechas para atropelar, acho que conseguirei outras vitórias”
, revela o campeão.

Lógico que o comentário sobre os mais novos deveria ter um nome em especial e quis saber de Colorado Sam quem seria.

“Não posso negar que fiquei impressionado com o desempenho de Record Holder. O cavalo acaba de fazer 4 anos e estreava na esfera nobre. Participou avidamente do páreo, desde a largada até os metros decisivos. Ele foi superado por Sugiro, depois por mim. Sendo que ainda lutou nos últimos 100 metros para garantir a formação da dupla. Sem dúvida, é um adversário que merece a minha atenção num próximo encontro.”

Já que Colorado Sam sugeriu com sua resposta anterior, quis saber dele se o próximo encontro será o GP Presidente da República (G1-1600mG), marcado para o dia 2 de agosto, no Hipódromo da Gávea.

“Se Record Holder será inscrito eu não sei, mas com certeza me referi ao Presidente da República (G1-1600mG) sim! Também ganhei a preparatória no ano anterior, mas no dia da prova fiquei aquém das minhas reais possibilidades. Esse ano, quero mudar a história e levar a milha internacional carioca”, encerra confiante.

Sem dúvida que não podemos duvidar da qualidade e, agora também, da educação de Colorado Sam, mas a preocupação dele com os mais novos na milha internacional carioca do próximo mês não deverá se reservar apenas em Record Holder, mas também em Saberete, que aos 4 anos anda voando em São Paulo. Vem de vencer três páreos consecutivos na milha, sendo o último deles no último domingo, o GP Presidente da ABCPCC (G3-1600mG), realizado em Cidade Jardim e também preparatória para o GP Presidente da República (G1-1600mG) de logo mais.

Como os leitores podem ver, se as preparatórias já estão dando o que falar, imaginem em agosto na Gávea, onde será realizado o festival internacional do Grande Prêmio Brasil! Não sei vocês, mas eu não perco.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Smile Jenny mostra amadurecimento

A semana passou tão rápida, que espero que os leitores nem tenham percebido a minha falta na anterior. Não quero dar desculpas, mas assuntos externos andam me tirando o tempo, por isso a falha com o CERCA MÓVEL. Mas, vida que segue e aqui estamos novamente, voltando a conversar com uma personagem que tem sido vista constantemente por aqui, também, vem obtendo resultados expressivos e, por este motivo, merece sempre ter os holofotes sobre a sua pessoa.

Lógico que estou falando da, agora égua, Smile Jenny! A defensora do Stud Torna Surriente que desbancou os machos no último domingo, quando da realização do GP ABCPCC – Matias Machline (G1-2000mG), prova central do festival da Copa dos Criadores, realizado no Hipódromo da Gávea.

A filha de Wild Event e Jenny Jacquet (Roy), criada pelo Haras Santa Maria de Araras, encarou seis adversários e mostrou toda a sua classe ao ganhar mais uma prova de Grupo 1 na campanha e conta com exclusidade para nós como foi a corrida.

“Obrigada por me dar mais um espaço no CERCA MÓVEL. Gosto muito de participar e colaborar com a coluna, uma das mais lidas por nós, éguas e cavalos. Esperava uma boa corrida no domingo. Não nego que fiquei apreensiva ao pisar na grama e perceber que a mesma estava pesada, lembrando muito o estado que se encontrava em abril, quando participei e perdi o GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro (G1-2400mG).

Mas Jean Pierre, como sempre, estava sobre o meu dorso, me fazendo carinho e me fez perceber que aquela tarde iriamos escrever uma nova história. Sendo que de vitória!

Alinhamos na baliza 4, ou seja não muito afastada da cerca interna. Largamos bem, ao ponto de assumirmos a ponta, mas logo fui ultrapassada por Desejado Máximo, Engaging e Time For Fun. Fui contida e mantida junto aos paus por meu jóquei. Estávamos preocupados apenas com o percurso, para fugirmos de empecilhos.

Ao entrar na reta final, ai sim, abrimos para a linha 5 e ai, todo mundo que viu o páreo já sabia que aquele era nosso. Corri firme, ultrapassando um a um dos adversários que estavam antes à minha frente, dominando todos e cruzando o disco na frente com 2 ½ corpos de vantagem.”


Pedi para Smile Jenny descrever o que sentiu ao ganhar a corrida.

“Alívio! Um grande alívio. Cada passada que eu dava, me aproximando do disco de chegada, eu deixava para trás as lembranças ruins daquela derrota de abril para Estrela Anki. Cada metro percorrido, eu conseguia provar mais a minha qualidade. Ao cruzar o disco na frente, percebi que àquela derrota tinha realmente ficado para trás e uma nova página da minha vida estava começando”, fala com lágrimas nos olhos.

Mesmo a entrevistada comentando que tinha deixado para trás a derrota de abril, a provoquei, pois a derrota de abril significou um título perdido.

“Sem dúvida que o significado daquela corrida teve um peso enorme por ter sido a última etapa da Coroa. Sei, mais do que muitos cavalos ou humanos, das dificuldades em obter uma Tríplice Coroa. Cheguei perto, perdi um título de tríplice coroada por cabeça, mas se eu continuasse me martirizando apenas por àquele título, não teria voltado aos treinos e me preparado para vencer no último domingo.

Ou seja, passou, não tenho como voltar atrás. Talvez não fosse necessário ter um título de tríplice coroada na minha campanha. Outras vitórias podem estar esperando por mim e posso fazer história de outra forma. As irmãs Be Fair e Virginie foram tríplices coroadas, mas nenhuma delas ganhou para cima de potros e cavalos mais velhos como eu fiz no domingo.

Be Fair ainda tentou no Derby Brasileiro (G1-2400mG), mas perdeu para Super Power, e nem por isso foi criticada na época, muito pelo contrário, foi elogiada por ter tido a coragem de enfrentar os machos.

Eu também enfrentei machos de qualidade, sendo dois vencedores de Derbies (Gibson e Time For Fun) e cheguei na frente de todos eles. Sei do meu valor, sei do valor da minha equipe, sei que muitas alegrias ainda proporcionarei na raia”
, desabafa Smile Jenny.

Gostei muito da forma como a égua de 4 anos se portou na resposta anterior e procurei descobrir qual a sua idéia futura.

“Muita gente, depois da minha conquista no domingo, passou a me considerar como a ‘Rainha da Gávea’. Quero dizer a todos eles que adorei o elogio, mas pretendo realmente me sagrar com esse título após a realização do próximo Grande Prêmio Brasil (G1-2400mG). Dedicação nos treinamentos e confiança não me faltam”, encerra a campeã.

Na minha opinião leitores, Smile Jenny já é sim a Rainha da Gávea, mas caso ela vença a prova máxima carioca em agosto, passará a ser a “Rainha do Brasil”. Torcida ela já tem.