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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Don Macanudo não desiste e garante Grupo 2 na campanha

De impressionar a corrida de Don Macanudo no Grande Prêmio Presidente Vargas (G2-1900mA), realizado no 8º páreo da reunião do último domingo, no Jockey Club Brasileiro. O cavalo era o azarão da carreira e conseguiu alcançar o então ponteiro Yes Book em cima do disco.

O CERCA MÓVEL acompanhou a corrida ao vivo e a cores e conversou com o campeão Don Macanudo logo após sua conquista.

“Esta corrida serviu para provar que tenho qualidades e também deixar claro que a vitória só está assegurada após cruzar o disco”, falou ofegante o filho de Parme e Rastacuera (Val de Grace), criado pelo Stud Ubary, a quem também defende na raia.

Don Macanudo foi abandonado das apostas, sendo o grande azar do Grupo 2, mas o cavalo de 5 anos garante que isso foi fundamental para a sua vitória.

“Estava me esforçando bastante nos treinamentos. Sabia da qualidade de Olympic Exocet, que também mora no Centro de Treinamento Verde e Preto e recebe os mesmos cuidados do treinador Roberto Solanes; tinha o Jujuy, um cavalo que tenho muito respeito e estava reaparecendo; mas fiquei amargurado em ver na pedra um desconforto dos turfistas com relação à minha corrida.

A minha última atuação havia sido na grama, no Clássico Taça Cidade Maravilhosa (L.-2400mG), mas nunca fiquei fora do marcador quando atuo na pista de areia. Achei que faltou mais coerência dos turfistas ao me deixarem tão abandonado”
, questiona.

Realmente, tive de concordar com Don Macanudo, pois antes da corrida na grama, realizada em agosto, o cavalo tinha corrido um Grupo 3 em maio, na distância dos 2.100 metros, pista de areia, e ficou com a 2ª posição. Ou seja, faltou um pouco mais de confiança em sua qualidade na areia.

O mais impressionante da vitória de Don Macanudo é que Yes Book trazia assegurada a conquista nos últimos 200 metros.

“Como falei anteriormente, a vitória só vale após cruzar o disco. Atuei sempre no fundo do lote, porém Bruno Reis sabia que eu tinha muitas reservas, está acostumado a trabalhar comigo na serra fluminense. Ele aguardou a reta final para me deixar correr a vontade.

Sabia sim que Yes Book tinha excelente vantagem, mas enquanto ele não cruzasse o disco, as minhas chances continuavam existindo. Foi esse pensamento que não permitiu que eu desistisse da conquista.

Nos últimos 100 metros consegui enfim emparelhar com ele e o próprio ainda tentou, mas talvez tenha ficado acanhado, tamanha a minha confiança. Livrei mínima ao cruzar o disco e garanto a todos os leitores do CERCA MÓVEL, naquela corrida só a vitória me interessava”
, resume.

Quis saber quais seus planos futuros, visto que tem 5 anos de idade.

“Pretendo correr até os 6 anos. Ou seja, ainda tenho tempo para buscar outras conquistas. Sei que no próximo encontro de Jujuy, a dificuldade será maior, pois depois do que ele passou e ainda conseguir obter colocação é provar que está vivo e pronto para voltar a mandar na raia de areia carioca.

Sendo que mesmo respeitando a sua qualidade, tenho de avisar que me sinto cada vez melhor e será difícil me bater nas próximas atuações”
, deixa o aviso.

Perguntei a Don Macanudo se ele queria dedicar a sua vitória a alguém.

“Olha, a vitória foi minha e mereci todos os méritos. Mas quero dividi-la com Olympic Exocet, pois o mesmo teve hemorragia e por isso correu abaixo do aguardado. No nosso próximo desafio, vamos tentar fazer uma dobradinha para o nosso treinador Roberto Solanes, lógico que eu chegando na frente”, encerra relichando de felicidade.

Don Macanudo correu em 10 oportunidades, obtendo 4 vitórias (primeira nobre) e 5 colocações (duas clássicas).

Triângulo amoroso no Sul

Leitores, estou investigando ainda, mas fortes rumores dão conta que um forte triângulo amoroso andou acontecendo no Sul do país e o desfecho do mesmo tem sido motivo para fracassos dos envolvidos em corridas futuras. Assim que eu obtiver as provas, publico aqui no CERCA MÓVEL.

Patrocínio

A turma de Recife que sempre acompanha o nosso CERCA MÓVEL, venho a publico agradecer o apoio não só nesse espaço, mas também no Dicas do Padoque e, principalmente, a nossa amizade, que julgo ser muito sincera e especial.

Obrigada Stud São José dos Bastiões!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Hilaris reescreve sua história

Quem conhece a égua Hilaris, defensora da Coudelaria Jéssica, estranhou a sua performance na XV Copa Japão de Turfe (L.-1600mG), realizada no dia 8 de agosto último, no Jockey Club de São Paulo. Na ocasião, a filha de Parme e Nortica (Kitwood), criada pelo Haras Santarém, preferiu nada declarar, mas saiu da raia visivelmente chateada.

Porém nada como um dia após o outro. Na verdade, 34 dias depois, Hilaris voltou a participar de uma corrida no Hipódromo de Cidade Jardim e a história foi completamente diferente do que havia acontecido em agosto.

“Não quero falar de nenhuma adversária, nem desmerecer seus feitos, mas quem me conhece sabe que algo de estranho havia acontecido na Copa Japão. No dia não quis falar, pois estava muito chateada. Era a favorita dos turfistas, público que sempre procuro respeitar ao máximo, e acabei finalizando na última posição.

Antes da partida, minha ferradura soltou. Não conseguia correr, pois o prego ficava me machucando e batendo no meu casco. Completei o percurso apenas para não desistir, mas não tinha nenhuma condição de brigar pela vitória tamanha a dor que sentia”
, fala visivelmente emocionada.

Já exposto o problema na Copa Japão, pedi que Hilaris falasse sobre o vareio que deu no Clássico Imprensa (L.-1800mG), realizado no último sábado, no Hipódromo de Cidade Jardim, no que fui prontamente atendida.

“Fica fácil correr com tudo nos conformes. Não sentia dores nos cascos e ainda recebi a direção do líder Waldomiro Blandi. Tive ‘dó’ de quem era minha adversária, pois entrei na raia com a certeza de que não sairia com qualquer outro resultado que não fosse a vitória.

Assim que abriu os boxes, sai com tanta força do partidor que se o meu jóquei não fosse experiente, cairia. Lembro que a 2ª colocada, Carla Ayala, ficou 2 corpos atrás só na largada. No final da reta oposta, Que Milionaria, vencedora do último desafio e acostumada a correr por uma atropelada, saia da última posição para fazer a diagonal e assumir a 5ª.

Se ela, ou qualquer outra, pensava que eu iria esmorecer, só lamento. Ao entrar na reta final, Blandi me deixou a vontade para fazer o que gosto: correr e muito! Meti patas e nem quis lembrar que tinham outras competidoras no campo. Sei que cruzei o disco com fáceis 6 ¾ corpos e garanto que consegui apagar a má impressão deixada em agosto”
, fala satisfeita.

Quis saber a opinião de Hilaris com o complemento do marcador.

“A 2ª posição de Carla Ayala me surpreendeu, pois me acompanhou o tempo todo na dupla e pouco se importou na reta final quando Que Milionária atropelou e ficou na 3ª posição. São duas adversárias que tomarei cuidado nos próximos encontros, pois se correm mais próximas, poderiam tentar dar trabalho”, responde com honestidade a égua.

Hilaris alcançou a oitava vitória da campanha, sendo a terceira clássica, perguntei se ela queria dedicar a vitória a alguém.

“Tenho de agradecer a Coudelaria Jéssica, que proporciona todas as condições para o cuidado perfeito do meu treinador Leandro Guignoni, e também a minha força de vontade, pois se não entro na raia focada na vitória, ela não viria”, ensina ao encerrar com o nosso bate-papo.

12 mil acessos

Parece que o CERCA MÓVEL caiu mesmo no gosto dos humanos e equinos. Alcançar 12 mil acessos com uma coluna publicada apenas uma vez na semana é algo fantástico. Obrigada a todos os velhos e novos leitores pela visita semanal.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tareco, um velhinho muito corredor


Eu sei leitores, todos vocês estão chateados com a minha não atualização do CERCA MÓVEL na semana anterior, mas a confusão na minha casa estava armada com a obra inacabada, além de ter de arrumar a bagagem e o equipamento para viajar rumo a São Paulo e cobrir uma semana repleta de atrações.

Saibam que também ouvi um bocado dos cavalos que costumam visitar esse espaço toda quinta-feira e nada encontraram na última semana. Portanto, o que posso dizer é ‘DESCULPA’ a todos vocês, equinos e humanos.

Enfim, estive em São Paulo no feriadão. Acompanhei de perto as vitórias de Queen Shu e Real Secret, os dois nascidos em 2006 e obtendo a primeira conquista em prova de Grupo 1, sendo a primeira no sábado e o outro na segunda-feira, feriado da Independência do Brasil.

Ainda na corrida do feriado, vi o quanto Helena de Birigui saiu da pista de grama de Cidade Jardim orgulhosa de si mesma após ter vencido o Grande Prêmio Independência (G3-1000mG), tornando-se o primeiro produto criado pelo Stud Birigui a conseguir prova graduada.

“Como é bom sentir que faço parte da história do Birigui. Também sei que Acedenir Gulart não me esquecerá, pois o presenteei com sua primeira vitória de Grupo como treinador. Muito bom ter me adaptado com perfeição ao Nelito Cunha”, comemorava a filha de Shudanz e Lumma (Polar Circle) depois de bater os melhores velocistas paulistas.

Não querendo desmerecer nenhum dos campeões citados, mas a coluna dessa semana bateu um papo descontraido com Tareco, um exemplo de cavalo para os mais novos.

Aos 6 anos de idade, o defensor do Stud Eternamente Rio ganhou com autoridade a primeira prova nobre realizada na semana anterior no Jockey Club de São Paulo: o Clássico Prefeito do Município de São Paulo (L.-1400mG).

“Dei sorte, pois o campo saiu vazio, com apenas seis cavalos, e isso facilita a vida de quem curte atropelar nos metros finais como eu”, começou Tareco, que comentou com detalhes a corrida realizada no 3º páreo da reunião de sábado.

“Larguei pela baliza 2, ao lado de Boker Tov, que adora pontear as provas que disputa. Cheguei a ficar na 2ª posição, mas o cavalo Capricho ficou me enchendo o saco, gritando ‘sai da frente velhinho, esse páreo não é para idosos’. Não quis entrar numa com o ‘brincalhão’ e deixei que o mesmo ficasse na dupla.

Optei por ficar na 3ª posição, não deixando que os dois ponteiros se afastassem muito, pois faltava pouco para o tiro direto. Quando entramos na reta final, eu até queria seguir junto à cerca interna, mas não quis ir contra o meu jóquei Waldomiro Blandi, afinal de contas, ele estreava com a blusa do Stud Eternamente Rio.

Obedeci a sua intenção de correr pela cerca externa, coisa que todos os meus adversários assim o fizeram.

Faltando 400 metros para o disco, quando os dois ponteiros pensaram que tinham matado o ‘velhinho’ aqui, tratei de ensinar a eles como se corre de verdade, passando por eles sem dificuldades e cruzando o disco com tranquilos 1 ¾ corpos”,
resume Tareco.

Quis saber do filho de Rainbow Corner e Take Halo (Southern Halo), criado pelo Haras Campestre, se ele dedicava sua conquista a alguém em especial.

“Olha, vou dividir a minha vitória em três partes. A primeira aos turfistas que me elegeram favorito da corrida; a segunda ao jóquei Waldomiro Blandi que, mesmo fazendo uma estreia, me conduziu com perfeição; para encerrar, ao meu amigo Refuge Cove, que também defende o Stud Eternamente Rio e iria correr a prova em parelha comigo.

Sendo que teve problemas de saúde e precisou ser retirado antes do Programa Oficial ser finalizado. Então, ao garoto Refuge Cove, de quem gosto muito, dedico esta minha vitória”,
avisa.

Tareco é pensionista de Luis Esteves e tratou de brincar com o treinador depois da corrida.

“Olha como ele (L. Esteves) está todo bobo hoje! Também, a mulher dele e minha veterinária, Dra. Adriana Lioi, está aqui em São Paulo. Formam um casal bonito e tenho sorte de contar com os cuidados deles.”

Depois de garantir a oitava vitória da campanha, sendo a segunda nobre, no auge dos seus 6 anos de idade, quis que Tareco revelasse quando pretende aposentar.

“Vixe, essa data eu não tenho em mente, pois enquanto estiver com condições fisicas de disputar as corridas, não paro. Adoro competir e acredito que tenho feito um bom trabalho para toda a equipe do Eternamente Rio. Portanto, o CERCA MÓVEL e seus leitores ainda deverão ter outras notícias sobre a minha campanha”, encerra o castanho.

90 VEZES CERCA MÓVEL

Meus amigos, leitores e personagens, esta é a 90ª edição do CERCA MÓVEL e pretendo fazer no mínimo mais 90 pela frente, afinal de contas, assunto é o que não falta aos nossos cavalos.